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Em um conceito mais simplista, comunicação pode ser considerada o ato
de interação e transmissão de informação de um indivíduo para outro, onde
ocorre entendimento claro e preciso de ambas as partes. Segundo Scanlan (1979, p. 372), a comunicação pode ser definida como o
processo de se passar informações e entendimentos de uma pessoa para outra.
Seguindo estes conceitos é possível observar na
história da nossa sociedade, o jornalismo, pequeno ponto no setor
comunicacional, mas que possui extrema importância no quadrante social e
reflexos no comportamento da população, como um “espelho” das evoluções,
comportamentos e valores impregnados em cada época
.
.
Um exemplo significante foi os primeiros jornais de que
se tem conhecimento, por volta do século um, no qual a população era informada
de campanhas militares, eventos políticos, casamentos, julgamentos e execuções
através de notícias divulgadas em placas, onde a população tinha acesso como
feiras, consideradas grandes centros nas civilizações vigentes.
Mas foi só depois da invenção da prensa por Gutenberg
no século 15, que a circulação dessas informações em caráter pessoal, ou seja,
como portador do material palpável, foi possível, além da invenção do telégrafo
no século 19 que dá mais rapidez a transmissão e captação da notícia. Inicia-se
então a “era tecnológica” do jornalismo com o surgimento do rádio em 1920, da
televisão em 1940 e da internet nos anos 90.
Desta forma podemos observar que as notícias, ou seja,
a matéria-prima do jornalismo, ou a forma de noticiar está intrinsecamente
ligada à forma, ao meio, ao destino e ao tempo em que ela é divulgada. Nos dias
de hoje, apesar do uso constante da mídia impressa, observamos uma nova
realidade através da plataforma conhecida como internet, onde a transmissão, recepção
e resposta do receptor é muito mais rápida.
Essas mudanças geraram novas adaptações ao profissional
de comunicação, pois o mesmo começa a habituar-se às novas tecnologias que
permitem informações instantâneas, além de baratear o custo de transmissão
criando o jornalismo online, ferramenta que hoje não apagou a mídia impressa e
sim completa e por muitas vezes pauta aos outras mídias.
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As primeiras experiências de jornalismo online ou cyber
jornalismo, jornalismo digital, web jornalismo, jornalismo eletrônico, se deram
nos Estados Unidos nos anos 80, pois com o World Wide Web (WWW) é facilitado o
acesso do público consumidor à informação online que vem com a proposta de dar
suporte às ferramentas impressas.
Com textos curtos, uso de cores e jargão menos rebuscado,
o jornalismo online mostra que é possível comunicar com qualidade, segmentação,
de acordo com o público a ser alcançado e eficiência temporal, ou seja, o meio
que mais se aproxima do rádio na questão da instantaneidade.
É interessante observar que inicialmente não se dava
uma atenção especial ao formato específico do webjornalismo, apenas era
realizada a transferência de mídia, da impressa para a digital, o chamado
webjornalismo de primeira geração.
Hoje se percebe uma atenção especial nos recursos que
são possíveis através da internet, como a inserção de áudio, vídeo, animações
entre outros, que dão suporte e tornam o conteúdo mais interessante e dão mais
dinamicidade, interesse e retorno público leitor, chamado webjornalismo de
segunda geração. Já os de terceira geração não dependem ou não dão mais suporte
a mídia impressa, uma plataforma exclusiva da internet.
Este retorno se dá pela web 2.0, que hoje permite ao
público que não tenha qualquer conhecimento técnico, interagir na rede, criar blogs
(ser produtor de informações), expressar reações, completar informações e até
mesmo pautar o jornalismo, criando novos termos, jornalismo colaborativo e
participativo, que só forma possível efetivamente com a web 2.0.
Nesta interatividade existente começamos a observar que
o jornalismo digital está intrinsecamente ligado ao avanço das novas
tecnologias que proporcionam ainda mais interatividade, que evoluirá a níveis
inimagináveis, entre o público e o emissor, reconhecendo as reais necessidades
dos consumidores de informações.
Neste espaço, o público começa a sentir-se mais à
vontade, mais seguro e observa que é parte integrante em todo o processo de
comunicação, desde a pauta até o produto final selecionando ainda mais o
conteúdo que gostaria de ler, transformando assim até o conceito de audiência e
personalizando cada vez mais os perfis de consumo de informação pela internet.
Através das análises conceituais e pontos do artigo “O
jornalismo online como “Evento Audiovisual” extensivo”: O caso de G1, portal de
notícias da Globo”, é possível observar que os novos adventos tecnológicos, tais
como tablets, celulares com acesso a internet, notebooks, wi-fi, entre outros,
permitem um maior acesso a rede, espaço bem aproveitado pelas mídias sociais
para explorar o campo como de consumo através de jornalismo digital e ações de
marketing pelas redes sociais gratuitas e massivas, como Twitter e Facebook.
por Larissa Nascimento


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