domingo, 17 de fevereiro de 2013

Agências de Notícias: Reuters, Tecnologias e Segmentação

Agências de Notícias

Agência de notícia é uma empresa jornalística responsável por captação, cobertura, produção, venda e difusão de notícias como produto jornalístico. Esse tipo de órgão negocia diretamente com veículos de comunicação – rádios, televisão, sites, jornais impressos, entre outros - que são a ponte entre a mesma e os consumidores de informação.
As agências de notícias surgem durante o século 19, quando se percebe a impossibilidade dos grandes veículos de comunicação cobrirem a grandes notícias ao redor do mundo. Questões financeiras, tempo hábil de produção e envio de conteúdo e disponibilidade de profissionais na área onde ocorreu o fato jornalístico são os principais motivos que os veículos dão preferência a compra de notícias “pré-fabricadas”.

A Reuters possui um lucro anual de 230 milhões de libras.

Uma dos mais famosos pioneiros no ramo de agências de notícias é o alemão Julius Reuters, criador da mais bem sucedida agência de notícias da atualidade, a Reuters. A agência foi criada em 1851, e transmitia através do telégrafo, informações sobre o mercado financeiro de Londres até Paris, além de furos jornalísticos, com os quais a mesma alcançou grande fama.
Hoje, a Reuters emprega milhares de funcionários, em mais de duzentos países, com textos em diversos idiomas, sendo considerada uma das mais valiosas empresas do ramo jornalístico no mundo.

Tecnologia

É bem verdade que esse “boom” das agências de notícias não seria possível se não houvesse o suporte tecnológico que avança, dando suporte e fazendo parte da vida de jornalistas e organizações até os dias de hoje.
Os critérios básicos da noticiabilidade são a surpresa, o imediatismo – o que ainda sustenta o rádio, na minha mais humilde opinião – o pioneirismo, pois ninguém que saber do que já foi sabido.
Portanto desde a época do telégrafo, passando pelo rádio, telefone, fax, computador, satélites, internet, WWW, smarthphones e chegando a era da Web 2.0 e mídias sociais, onde o jornalismo colaborativo/participativo dá suporte/pauta o jornalista e as organizações, a tecnologia anda de mãos dadas com o jornalismo.

Segmentação

Consumidores das agências de notícias.
É importante destacar que a agências se dividem em duas principais categorias: nacionais e internacionais. As nacionais são aquelas que produzem notícias dentro do país, por exemplo, uma empresa que produza informações nos diversos estados do país, onde as grandes emissoras não têm interesse ou estrutura para chegar, vende matérias “extraordinárias” para estes veículos.
Já as internacionais, a exemplo da Reuters, com estrutura e pessoal, cobre a maioria dos acontecimentos políticos, econômicos, de interesse humano, enfim, que possua algum critério de noticiabilidade, e vende para grandes empresas de comunicação, como as televisivas: Globo, BBC, CNN, entre outras, impressas, como o New York Times, Le Monde, El País, Folha de São Paulo, além das radiofônicas e web sites.
Há àquelas que são ainda mais específicas, como as agências específicas para assuntos de esporte, tecnologias, ciências, fofocas, e outras que são institucionais, que produzem notícias sem fins lucrativos, com o único objetivo de alimentar órgãos a comunicação de órgão,  em geral públicos.


 Por Larissa Nascimento

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